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Declaração do presidente Barack Obama no dia 4 de julho

CASA BRANCA
WASHINGTON

Hoje, somos chamados a recordar não só o dia em que o nosso país nasceu, mas também o espírito indómito dos primeiros cidadãos americanos que tornaram possível esse dia. Somos chamados a recordar como era improvável que a nossa experiência americana fosse bem sucedida; que um pequeno grupo de patriotas declarasse a independência dum império poderoso e formasse no novo mundo aquilo que o velho mundo nunca conhecera: um governo do povo, pelo povo e para o povo.

A obstinação é o que nos define como americanos. É o que levou gerações de pioneiros a desbravar o caminho para o oeste. É o que levou a geração dos meus avós a perseverar perante a depressão e a triunfar perante a tirania. É o que levou gerações de trabalhadores americanos a construir uma economia industrial incomparável no mundo. É o que sempre nos tem levado, como um povo, a não esmorecer nem encolher-se de medo num momento difícil, mas a enfrentar qualquer provação e a vencer qualquer desafio, compreendendo que cada um de nós contribui para traçar o destino da América.

Hoje, também recordamos que durante os momentos mais decisivos foram homens e mulheres corajosos e altruístas que defenderam e serviram o nosso país com honra – fazer a guerra para que possamos ter paz, afrontar dificuldades para que possamos ter oportunidades e, às vezes, pagar o preço máximo para que possamos conhecer a liberdade. Este serviço – o serviço de Soldados, Marinheiros, Aviadores, Fuzileiros e Guarda Costeira – torna possível a nossa celebração anual deste dia. Este serviço prova que os ideais que presidiram à nossa fundação continuam tão pujantes e vivos neste nosso terceiro milénio como uma Nação, como no primeiro 4 de Julho. Este serviço garante que os Estados Unidos da América continuem a ser para sempre a última e melhor esperança na terra.

Todos nós devemos apelar a este espírito de serviço e sacrifício para vencer os desafios da nossa época. Estamos a fazer duas guerras. Estamos a combater uma recessão profunda. A nossa economia – e a nossa própria Nação – são ameaçadas por problemas candentes que temos há demasiado tempo: custos crescentes dos cuidados de saúde, escolas inadequadas e dependência do petróleo estrangeiro.

Vencer estes desafios extraordinários exigirá um esforço extraordinário da parte de todos os americanos. Exigirá que nos lembremos de que não chegámos onde estamos como uma Nação por nos mantermos imutáveis em tempos de mudança. Não chegámos aqui fazendo o que era fácil. Não foi assim que um grupo de treze colónias se tornou os Estados Unidos da América.

Não somos um povo que receia o futuro. Somos um povo que faz o futuro. Neste 4 de Julho, temos mais uma vez que convocar hoje o espírito presente em Independence Hall há duzentos e trinta e três anos.

É assim que esta geração de americanos deixará a sua marca na história. É assim que tiramos o maior partido deste momento extraordinário. E é assim que escreveremos o próximo capítulo na grande história da América.

Os meus melhores votos dum feliz 4 de Julho.