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Empresas Petrolíferas Aderem à Eficiência

Patrick Crow

Energy Efficiency: The First Fuel

ÍNDICE
Sobre Esta Edição
Eficiência Energética: Mais Fácil Falar do que Fazer
Virgínia Busca Inovações Energéticas no Exterior
Estimulando a Eficiência a Longo Prazo
Avanços em Eficiência Energética nos EUA em 2009
O Universo Cada Vez Maior do Energy Star
Geração de Blogues para Eficiência
Uma Revolução Energética do Povo
Vampiros em Casa
Promoção da Cidadania por meio de Eficiência Energética
Empresas Petrolíferas Aderem à Eficiência
Grandes Empresas Petrolíferas Rendem-se ao Verde
Recursos Adicionais
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Wind turbines on mountaintop (Shell)
A Shell WindEnergy é co-proprietária desta usina geradora de energia eólica. As turbinas geram eletricidade para atender a cerca de 66 mil clientes (Cortesia da Shell)

Grandes companhias petrolíferas estão patrocinando importantes campanhas publicitárias que sugerem aos consumidores poupar energia. Não é abordagem típica de uma empresa implorar que usemos menos do produto que vendem, mas isso dá ênfase à seriedade de todos os principais atores da economia energética na questão da eficiência e da conservação.

Patrick Crow cobriu o Congresso dos EUA e os órgãos federais por 21 anos como repórter de uma revista que trata de petróleo e gás. Atualmente Crow é redator freelancer de Houston, Texas, especializado em questões de energia, produtos químicos e água.

Oobjetivo das principais companhias petrolíferas e de gás americanas é vender energia, mas atualmente elas estão pedindo aos consumidores que reduzam o consumo desses produtos.

As empresas estão usando uma série de ferramentas de relações públicas — discursos, propaganda, grupos de defesa e verbas — nas campanhas para anunciar que são a favor da eficiência energética. Embora sejam há muito defensoras da eficiência, agora estão muito mais enfáticas, mais entusiásticas e muito mais determinadas a serem vistas como as maiores aliadas do consumidor na batalha contra os preços altos da energia.

Não estão promovendo a conservação deliberada (quando o proprietário de uma casa diminui o calor do aquecedor e veste um agasalho) tanto quanto promovem a eficiência (quando o proprietário de uma casa instala um novo forno que queima menos combustível).

Carol Werner, do Instituto de Estudos Ambientais e de Energia, declarou em entrevista a eJournal USA que os altos preços do petróleo bruto tiveram muito a ver com essa tendência. “Houve muita indignação dirigida às companhias petrolíferas no ano passado (2008) quando os preços dispararam e causaram impacto em todo o sistema econômico. Falar sobre redução do consumo de energia foi uma maneira de desviar das empresas parte dessa raiva.”

Embora o aumento das campanhas de conscientização pública pareça andar mesmo em paralelo com o aumento constante dos preços do petróleo bruto, que subiram de US$ 60 por barril em meados de 2007 para o pico de US$ 147 em meados de 2008, desde então os preços do petróleo despencaram US$ 100 por barril, mas as promoções não diminuíram.

“Essas empresas estão sempre se reinventando e querem estar envolvidas com o desenvolvimento de novas tecnologias”, afirmou Larry Goldstein, analista da Fundação para Pesquisa de Políticas Energéticas. Goldstein explicou que as companhias petrolíferas atualizam periodicamente seus planos de negócios para refletir as circunstâncias operacionais atuais. “Elas precisam atuar no mundo que foi definido para elas, não podem querer projetar esse mundo.”

Segundo Werner, as companhias petrolíferas também se tornaram adeptas da conservação ao tentar reduzir as despesas operacionais de seus equipamentos de perfuração, oleodutos e refinarias, que consomem muita energia. “Quanto mais as companhias puderem diminuir seu consumo, melhores serão seus resultados. Isso ainda permite que elas reduzam sua pegada de carbono, suas próprias emissões de gases de efeito estufa.”

As companhias aprenderam essas lições a partir de suas próprias operações e formaram subsidiárias para vender conhecimentos especializados a outras empresas que precisam melhorar sua eficiência. Steven Nadel, diretor-executivo do Conselho Americano para Eficiência Energética, explicou: “elas se veem como companhias energéticas e não querem apenas pegar carona no ‘trem do petróleo’”.

Os esforços de conscientização são também uma conseqüência de erros passados de comunicação do setor, segundo John Hofmeister, que encabeça a organização Cidadãos pela Energia Acessível. Hofmeister, que foi presidente da subsidiária americana da Shell de 2005 até o ano passado, disse que na década de 1990 e início dos anos 2000, as empresas não conseguiram educar os consumidores e os políticos americanos sobre a escassez dos estoques de energia e, dessa forma, perderam sua confiança.

Goldstein disse que as promoções das empresas são uma manifestação da competição por essa fatia de mercado, da mesma forma que os objetos de vidro presenteados aos motoristas que compravam gasolina nos anos 1960. “Elas estão basicamente tentando parecer ‘verdes’ porque acreditam que é o que os consumidores esperam. Isso não se deve necessariamente à economia de conservação, mas sim às enormes pressões políticas e públicas. Ninguém pode levantar-se hoje em dia e dizer ‘não’ à conservação e à eficiência”, afirmou.

O Congresso dos EUA teve uma abordagem diferente à conservação e à eficiência energética. No começo deste ano, incluiu na Lei Americana de Recuperação e Reinvestimento uma gama de incentivos para consumidores, empresas e governos investirem em uma variedade de tecnologias e estratégias para extrair maior produtividade de cada dólar gasto com energia.

Fato sobre eficiência

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O americano médio usa 1.893 litros de gasolina por ano. O veículo médio roda mais de 19.312 quilômetros por ano. A melhora dos hábitos de dirigir e a manutenção dos veículos podem levar a uma economia de 10% de combustível.
Fonte: Projeto Nacional para o Desenvolvimento da Educação em Energia (© Patrimonio Designs Limited)

Essa lei também pode não ser a palavra final sobre o assunto. O Congresso poderia reconsiderar a questão da eficiência energética quando fosse tratar do aquecimento global e das contas de energia.

Para o empresário do setor petrolífero do Texas, T. Boone Pickens, eficiência energética significa usar o combustível certo da maneira correta. Pickens propôs que os Estados Unidos usem mais energia eólica e solar para gerar energia elétrica, reduzindo assim a necessidade de gás natural. O gás natural excedente poderia então ser usado para substituir o óleo diesel usado em caminhões pesados, o que por sua vez diminuiria a demanda por petróleo importado. Na sua página da internet, Pickens disse que sua estratégia “nos daria tempo para desenvolver novas tecnologias que acabarão substituindo os combustíveis fósseis nos transportes”.

O mais influente defensor da eficiência energética e dos combustíveis alternativos em Washington é o presidente Barack Obama. Conforme declarou, “essa será a política do meu governo para reverter nossa dependência do petróleo estrangeiro enquanto construímos uma nova economia energética que criará milhões de empregos”.

Energy Efficiency: The First Fuel

As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA.