Grandes Empresas Petrolíferas Rendem-se ao Verde
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A ExxonMobil, de acordo com sua abordagem empresarial conservadora, talvez tenha sido lenta em adotar plenamente o mantra verde, mas agora o defende. No ano passado, em audiência no Congresso, o deputado Edward Markey (democrata-Massachusetts) acusou a empresa de se opor ao desenvolvimento de combustíveis renováveis no mesmo período em que as outras quatro empresas gastaram US$ 3,5 bilhões em energia solar, eólica, biodiesel e outras energias alternativas. Rex Tillerson, presidente e diretor executivo da ExxonMobil, reafirmou o compromisso da empresa com a eficiência energética durante conversação no Congresso Mundial de Petróleo em Madri em 2008. Para ele, “Eficiência energética significa usar a energia de modo criterioso — do emprego de tecnologias avançadas até o bom senso no uso da energia. Significa fazer o mesmo — ou mais — com menos”. O porta-voz da ExxonMobil, Chris Welberry, disse que “eficiência é um elemento fundamental em toda publicidade e divulgação que fazemos”. A Shell foi um dos primeiros proponentes dos combustíveis alternativos e da eficiência energética e, em 2007, redigiu um “relatório de sustentabilidade” em favor do meio ambiente, prognosticando que o fornecimento de petróleo e gás natural de acesso fácil provavelmente não atenderia à demanda após 2015. O estudo rezava, “Para sanar essa lacuna, o mundo não terá outra alternativa senão usar a energia de modo mais eficaz e aumentar a utilização de outras fontes de energia”. Jeroen van der Veer, executivo-chefe da Shell, está conduzindo a empresa a mais empreendimentos em combustíveis alternativos. “Está claro que o desenvolvimento sustentável é crucial para o futuro de todos nós e para o sucesso de nossos negócios”, disse ele em comunicado que acompanha o relatório. Uma porta-voz disse à eJournal USA, “Todos nós na Shell acreditamos que precisamos de todas as soluções disponíveis para atender ao desafio energético que enfrentamos — incluindo as fontes renováveis em que já investimos, como hidrogênio, solar, eólica e biomassa”.
A promoção sobre eficiência energética “Junte-se a nós” da Chevron reduziu, segundo a empresa, seu consumo em 27% desde 1992. A campanha incentiva os consumidores a também reduzir o uso. O site da Chevron explicou que os aumentos de eficiência são a fonte disponível mais fácil, mais barata e mais confiável de “nova” energia. “Ao compreender como pequenas ações, como desconectar o computador durante a noite, podem produzir economia energética de larga escala, acreditamos que as pessoas ficarão mais dispostas a efetuar pequenas mudanças no seu dia a dia”, dizia. O porta-voz Morgan Crinklaw disse que a página da campanha da Chevron na internet [http://www.willyoujoinus.com] teve 3,5 milhões de visitas desde seu lançamento em julho de 2005. “Acreditamos que a campanha teve muito sucesso ao incentivar o diálogo sobre eficiência energética e conservação”, disse à eJournal USA. A BP foi a primeira grande empresa petrolífera a apoiar limites para as emissões de gases de efeito estufa, os quais forçarão a adoção de medidas para obter maior eficiência energética/conservação em todos os setores da economia. Em maio de 1997, o ex-executivo-chefe John Browne disse que a BP acreditava que mudanças climáticas estavam ocorrendo e que a BP reduziria suas emissões de dióxido de carbono. Naquela época, todas as outras grandes empresas petrolíferas insistiam que não havia provas suficientes para apoiar a teoria do aquecimento global. A BP America afirma ter o conjunto mais diversificado de fontes de energia. Ela está planejando gastar mais de US$ 8 bilhões no desenvolvimento de projetos de energia alternativa nos próximos 10 anos. Em um de seus programas de relações públicas, A+ para Energia, a empresa concede doações a escolas dos Estados Unidos e Canadá para educação em conservação de energia. Os professores são incentivados a propor projetos que promovam reflexões conscientizadoras sobre energia pelos estudantes do jardim de infância ao ensino médio. A BP investiu mais de US$ 15 milhões nesse tipo de projeto desde 2004.
A ConocoPhillips reivindica ter sido a primeira grande empresa petrolífera dos EUA a defender limites obrigatórios para as emissões de dióxido de carbono. Em abril de 2007, o presidente e executivo-chefe Jim Mulva disse: “Reconhecemos que a atividade humana, incluindo a queima de combustíveis fósseis, contribui para o aumento das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, que podem levar a mudanças prejudiciais ao clima global”. A empresa de Mulva participa da Parceria dos EUA pela Ação sobre o Clima, uma coalizão de empresas e grupos ambientais que fazem lobby no Congresso em prol de legislação. A Shell e a BP também são membros. A ConocoPhillips patrocina um prêmio anual, em conjunto com a Universidade de St. Andrews na Escócia, para soluções sustentáveis para os desafios ambientais. Com a Universidade Estadual da Pensilvânia, oferece um prêmio para ideias que melhorem o modo como os Estados Unidos desenvolvem e usam a energia. Relatado por Patrick Crow |
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