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Questões Cruciais: Uma Viagem Internacional – Estados Unidos
Juventude Internacional: Inquieta com a Mudança ClimáticaRichard Graves
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Richard Graves, jovem ativista voltado para questões sobre mudanças climáticas, é blogueiro e defensor on-line da Campanha Global de Ações pelo Clima, diretor de projeto e fundador da Fired Up Media, produtor associado do programa EarthFocus da LinkTV e editor colaborador do projeto de mídia It’s Getting Hot in Here. Graves diz que as gerações que herdarão o ônus do aquecimento global querem liderança ambiental ousada, políticas climáticas responsáveis e empregos verdes — e estão dizendo isso ao mundo, tanto diretamente para as pessoas como na internet. A reunião mais importante do século 21 será realizada em dezembro em Copenhague, porém, aqueles que têm mais a ganhar, ou a perder, são mantidos à margem. O aquecimento global definirá este século, assim como a luta entre o totalitarismo e a democracia definiu o século passado. As decisões tomadas atualmente pelas altas autoridades moldarão o tipo de mundo que os jovens, que representam quase a metade da população global, herdarão. Em um estranho cruzamento de física e política, os políticos eleitos hoje dominam as decisões sobre as condições com as quais os futuros governos e sociedades terão de conviver. Os líderes mundiais que se reunirão em Copenhague farão bem se prestarem atenção aos jovens, dando um exemplo oportuno em liderança. Os jovens nos Estados Unidos deixaram claro que querem uma liderança ambiental audaciosa, com 64% dos eleitores jovens dizendo que o meio ambiente é muito importante para o seu voto. E nós não estamos exigindo dos nossos líderes políticos apenas mudança: lutamos para mudar o cenário político quando não estávamos sendo ouvidos. Todos os candidatos presidenciais em 2008 enfrentaram questões difíceis sobre aquecimento global e meio ambiente quando visitaram os campi de faculdades, realizaram reuniões com eleitores ou participaram de qualquer outro evento para os quais não tínhamos de pagar centenas de dólares de ingresso.
Exigimos políticas climáticas justas, inclusive empregos verdes para os excluídos da economia de energia suja, e responsabilidade em escala global para as emissões históricas dos Estados Unidos. Ao final, 24 milhões de eleitores com menos de 30 anos de idade votaram em novembro último, apoiando o candidato que prometeu mudança e ação no que diz respeito ao aquecimento global. Contudo, já se foi o tempo de exigir mudança; precisamos trabalhar para isso. Doze mil jovens se reuniram em Washington, DC, no segundo trimestre de 2009 para falar com todos os membros do Congresso e exigir ação ousada com relação ao aquecimento global na conferência sobre Mudança Energética, que continua como campanha nos campi e como uma rede de ativistas on-line. Mais de cem líderes da juventude de outros países, incluindo Reino Unido, China, Austrália, Índia e outros principais países emissores, estavam ali para elaborar estratégias sobre como fazer nossos governos trabalhar juntos para solucionar esse problema global. Há dois anos, representei a delegação jovem internacional nas negociações sobre clima das Nações Unidas em Bali, na Indonésia. Juntamos todos os nossos parcos recursos para estar nesse evento, porque estávamos desesperados para ser ouvidos. Jovens líderes de todos os países do mundo encontraram-se pela primeira vez. Quer vindos de Kiribati, Índia, Austrália ou dos Estados Unidos, estávamos todos unidos naquilo que queríamos da nossa liderança. Fizemos uma parceria com a Unicef para contar nossas histórias, e todos estavámos unidos no pedido de um tratado justo, ambicioso e responsável sobre clima para proteger nosso futuro. Mais uma vez, os líderes mundiais reúnem-se para elaborar um tratado sobre clima. Entretanto, as coisas serão diferentes desta vez. A juventude dos Estados Unidos que organizou a conferência sobre Mudança Energética está trabalhando com jovens do Reino Unido para ajudá-los a organizar sua própria conferência, enquanto a Coalizão de Jovens Australianos sobre Clima contou com 3 mil participantes na sua conferência sobre Mudança Energética, em Sydney, no último trimestre. A juventude indiana que esteve em Bali lançou a Rede da Juventude Indiana sobre Clima e trabalhou com faculdades, cientistas laureados com o Prêmio Nobel e grupos da sociedade civil para levar mensagens de mudança e energia renovável a zonas rurais em caravanas movidas a energia solar. Se você já teve a oportunidade de conversar com jovens de Kiribati ou Bangladesh, que têm o futuro inteiro pela frente e entendem o que a comunidade científica previu sobre o aquecimento global, você nunca mais será o mesmo. Estamos trabalhando para reunir essas histórias e contá-las para o mundo. A juventude especialista em tecnologia do mundo em desenvolvimento está trabalhando com jovens líderes em países em desenvolvimento para usar sites de internet, blogues e a nova mídia para contar suas histórias. Ajudamos a lançar sites tais como o What’s with the Climate? Voices of a Subcontinent Grappling with the Climate Change [O que Acontece com o Clima? Vozes de um Subcontinente às Voltas com a Mudança Climática] [http://www.whatswiththeclimate.org] e Youth Climate.org [http://youthclimate.org]. Jovens de países desenvolvidos estão sensibilizados pelas semelhanças que existem com os jovens do mundo em desenvolvimento e como enfrentamos um desafio comum.
A eleição de Obama com margem esmagadora de votos de jovens inquietos com o aquecimento global inspirou uma explosão de jovens ativistas do clima no mundo todo. Jovens líderes nos Estados Unidos e no exterior têm grandes expectativas com relação à nova liderança dos Estados Unidos, mas também estão trabalhando para mudar a realidade política interna. Quando os líderes mundiais se reunirem em Copenhague, vamos esperar que a liderança corajosa dos jovens americanos sobre aquecimento global sirva de inspiração para os representantes dos Estados Unidos. Peço a esses líderes mundiais que olhem à sua volta, porque os jovens estarão lá, observando, à distância. Contudo, não esperem que eles permaneçam assim por muito tempo. Se essa realidade política não nos garantir um mundo habitável, alertamos que quase metade da população mundial não permitirá a permanência de uma situação política incômoda entre nós e a nossa própria sobrevivência. Para obter mais informações, veja Global Campaign for Climate Action [Campanha Global de Ações pelo Clima] [http://tcktcktck.org]; Fired Up Media [http://firedupmedia.com]; LinkTV: Earth Focus[http://www.linktv.org/earthfocus%5d”]; It’s Getting Hot in Here [Está Ficando Quente Aqui] [http://itsgettinghotinhere.org]. As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA. |
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