Sobre Esta Edição
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Ao mesmo tempo que um novo estudo, publicado pela revista Science, indica que as emissões geradas pela atividade humana reverteram uma tendência de resfriamento do Ártico, resultando em aquecimento global sem paralelo nos últimos 2 mil anos, os líderes mundiais estão negociando diretrizes de ação para suceder o Protocolo de Kyoto. Esse acordo internacional, que visa estabilizar as emissões de gases de efeito estufa que aceleram o aquecimento global, expira em 2012. “Atingimos um momento decisivo do desafio climático e o que decidirmos fazer agora terá impacto profundo e duradouro sobre nossa nação e nosso planeta”, escreve o enviado especial dos EUA para Mudanças Climáticas, Todd Stern, no artigo de introdução desta revista. Nesta eJournalUSA, especialistas de nações importantes de todo o mundo refletem sobre os problemas que as mudanças climáticas e o aquecimento global apresentam para suas regiões. Eles discutem o que está sendo feito em seus países no que diz respeito à mitigação das mudanças climáticas e às medidas necessárias de adaptação e como imaginam parcerias internacionais mutuamente benéficas. Essas questões serão discutidas em profundidade em dezembro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, durante a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). A meta é chegar a um acordo viável que satisfaça os quase 200 países envolvidos. Todos os países retratados nesta publicação — Alemanha, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Jamaica, Quênia e Rússia — já sentem o impacto do aquecimento global. A Índia está vulnerável à elevação do nível do mar e a eventos climáticos extremos, escreve o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), R. K. Pachauri, que discute o Plano de Ação Nacional da Índia. Jiahua Pan, consultor do IPCC, descreve as medidas ambiciosas que a China está adotando para melhorar os graves efeitos da mudança do clima. A conservação da floresta tropical é crucial para a saúde do planeta, uma vez que a degradação da floresta é uma grande fonte de emissões nocivas de gases de efeito estufa, como explica a bióloga Liana Anderson em sua avaliação sobre o impacto da mudança climática no Brasil. O vice-presidente do IPCC, Richard Odingo, examina a situação no Quênia. Harry Surjadi está preocupado com a situação da população pobre da Indonésia. O cientista A. Anthony Chen aborda problemas específicos das nações insulares do Caribe. Alexey Kokorin escreve que o perigo iminente da mudança climática ainda tem de ser totalmente compreendido na Rússia, embora o governo tenha adotado medidas importantes para enfrentar o desafio. Os jovens herdarão um mundo cada vez mais comprometido pelas mudanças climáticas. Alguns deles se organizaram para exigir ações mais agressivas. “As mudanças climáticas estão entre as questões que galvanizam os jovens, simplesmente porque as ações do nosso governo não fazem sentido para nós”, escreve a ativista ambiental canadense Zoë Caron. O americano Richard Graves diz: “Os jovens nos Estados Unidos deixaram claro que querem uma liderança ambiental audaciosa.” Terão as Nações Unidas condições de lidar com as pressões impostas pela mudança do clima? Essa é a pergunta considerada pelo diplomata sueco Bo Kjellén. Uma coisa com a qual todos os nossos colaboradores concordam é resumida por Todd Stern: “O status quo é insustentável.” Esperamos que você aproveite esta edição da eJournal USA. Os editores |
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