![]() | ||
![]() | ||
|
3 de fevereiro de 2005 |
|
UMA ASSESSORIA DE IMPRENSA RESPONSÁVEL
Da autora... Nos últimos anos, tive o prazer de viajar a vários países da Europa Central e da Eurásia como participante do Programa de Palestrantes do Departamento de Estado dos EUA. Nessas viagens, encontrei-me com muitas autoridades de governo e, com base em minha experiência tanto como repórter quanto como porta-voz de várias organizações governamentais dos EUA, prestei assessoria a eles sobre como dirigir uma operação eficaz de relações públicas. Este livro é uma resposta direta às muitas perguntas que me foram feitas nessas viagens. Ele foi escrito como um tipo de guia de bolso para líderes do governo e assessores de imprensa de órgãos públicos que queiram criar um mecanismo eficaz de comunicação entre a imprensa e o governo. A escolha do material reflete questões levantadas pelos porta-vozes, tanto em termos dos tópicos específicos abordados quanto no nível de detalhes fornecidos. As questões discutidas aqui certamente não são exclusivas de nenhuma parte do mundo; muitas são as mesmas ou similares às perguntas que me foram feitas nos Estados Unidos e em outros países. Como lidar com a imprensa durante uma situação de emergência? Como elaborar a mensagem que a autoridade de governo para quem eu trabalho quer que as pessoas entendam e aceitem? Como avaliar um pedido de entrevista? Como organizar uma coletiva de imprensa? Como combinar a necessidade da assessoria de imprensa de desenvolver uma estratégia de comunicação de longo prazo com sua responsabilidade de trabalhar com a imprensa diariamente? Até que ponto porta-vozes e jornalistas podem e devem ser amáveis? Um tópico que este livro não inclui, mas sobre o qual respondi muitas perguntas inesperadas são as "sunshine laws" - ou Lei da Liberdade de Informação que instituiu reuniões abertas à imprensa e ao público - nos Estados Unidos. Para informações sobre esse tema, indico ao leitor o livreto "Transparency in Government" [Transparência no Governo], preparado pelo Escritório de Programas de Informações Internacionais do Departamento de Estado dos EUA. Esse escritório está atualmente trabalhando em outra publicação pequena intitulada "Democracy Paper #10: The Public's Right to Know" [Trabalho sobre Democracia # 10: O Direito do Público de Saber], que deverá estar disponível no final de 2001. O material deste "guia dos bastidores" também reflete minhas próprias experiências de trabalho nos Estados Unidos. Observei de fora como um governo se comunica, como repórter e colunista cobrindo o governo, e de dentro, como porta-voz do governo trabalhando com jornalistas. Como jornalista, cobri o governo em todos os níveis - do local ao nacional. Como porta-voz do governo, trabalhei com profissionais da imprensa regional, nacional e internacional. E como presidente do Washington Press Club e funcionária de vários grupos executivos do governo, aprendi em primeira mão a importância das organizações profissionais, por meio das quais podemos dividir experiências, problemas e sucessos com nossos colegas. Por fim, tanto dentro quanto fora dos Estados Unidos, observei o quanto é importante o papel dos jornalistas e porta-vozes do governo em uma sociedade democrática - e como eles podem trabalhar juntos para comunicar informações sobre o governo para os cidadãos e responder às suas preocupações. |